Cerca de 300 hectares da Serra da Ibiapaba já estão prejudicados por causa dos focos de incêndio que ocorrem na região desde o último domingo

O fogo que destrói a vegetação no entorno da Serra da Ibiapaba, em vários pontos, completa uma semana amanhã. Até ontem à tarde, 28 homens da brigada de incêndios do Instituto Nacional do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) tentam debelar os focos de fogo que estão mais intensos em áreas entre os municípios de Ibiapina e Mucambo e entre Ubajara e Tianguá.
O gestor do Parque Nacional de Ubajara e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), naquela região, Francisco Humberto Sousa Bezerra diz que tem recebido várias chamadas de localidades que ficam na subida da serra. Ele diz que duas brigadas estão na área: do Parque Nacional e de Frecheirinha, além de voluntários. Mesmo assim, não é suficiente para debelar os focos e ele diz que já solicitou mais cinco brigadistas do Parque Nacional de Sete Cidades (PI) e está contactando também os homens do Corpo de Bombeiros da unidade de Sobral.
Atualmente, o Ibama é responsável pelo maior programa nacional de brigadas preventivas e combate aos incêndios florestais, mas sempre conta com o apoio de soldados do Corpo de Bombeiros quando as proporções dos incêndios florestais são maiores. E esse é o caso da Serra da Ibiapaba. Famílias que vivem nas proximidades dos focos de incêndio como no sítio Bilheira, em Ibiapina, estão sofrendo as consequências do fogo. É grande a quantidade de fumaça que atinge a região. “Várias escolas suspenderam as aulas porque as crianças são prejudicadas com a fumaça”, informa Humberto Sousa Bezerra.
Moradores de outros sítios e distritos de Ubajara e Ibiapina dizem ser comum ocorreram focos de fogo nessa época quando a temperatura é alta e a umidade relativa do ar é baixa, além dos ventos fortes. O que eles estranham é a grande proporção do deste ano. “Apesar de ficar um pouco distante do zona de amortecimento do Parque Nacional de Ubajara, pode-se ver a nuvem de fumaça até no centro de Ibiapina”. O gestor do ICMBio confirma que os atuais focos de incêndio são de grandes proporções, diferente dos que ocorreram em anos anteriores. “Queremos debelar o mais rápido possível”. Ele acha que o fogo é provocado por vândalos.
Com informações O Povo Online
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