O mercado público está sem água a mais de 3 meses. Edgar Alves Viana
mostra a dificuldade para apanhar água para ser utilizada no local
A Prefeitura de Chaval está com débitos junto à Cagece e à Coelce. O fornecimento de água chegou a ser suspenso
Chaval.
A população deste município tem acompanhado de perto os problemas que a cidade vem enfrentando devido às dívidas contraídas por falta de pagamento com a Cagece e a Coelce. Em virtude disso, desde o início do ano, alguns prédios públicos tiveram o fornecimento de águas suspenso. O corte atingiu escolas, creche, mercado público, praças e até o prédio do Paço Municipal. Fato que ainda persiste nos prédios do Mercado Público, da Prefeitura e, ainda, praças da cidade.
Dívida que segundo o secretário de obras e ex-prefeito deste município, Paulo Pacheco, já está sendo paga. "A prefeita Janeline de Almeida já está negociando a dívida, inclusive, parcelando o montante que chega a R$ 160 mil", garante o secretário.
A gritaria dos permissionários do Mercado Público é geral. Edilberto Maurício, marchante há mais de 23 anos, informou que o problema surgiu há mais de três meses e que o sistema de abastecimento foi interrompido por falta de pagamento. "O pessoal da Cagece chegou aqui e cortou a água dizendo que era por falta de pagamento. Hoje a água chega por meio de carro-pipa que enche os dois reservatórios colocados aí pela Prefeitura", disse.
Outro que também reclama do descaso é Expedito dos Santos. "Se a gente for usar o banheiro tem que trazer água de casa. Isso de cortar a água daqui acontece de tempo em tempo", disse Expedito, informando que no ano de 2007 a Cagece chegou a cortar a água também por atraso nas contas.
O problema não atingiu as lanchonetes instaladas no prédio do mercado pelo fato dos próprios proprietários arcarem com as despesas. "Aqui cada um paga pelo seu consumo de água e luz. Eu, por exemplo, pago em média R$ 18,50 de consumo mensal de água", disse José Wellington Silva, dono de uma lanchonete no mercado. O secretário de finanças Ronaldo Magalhães faz questão de frisar que o município tem outras dívidas a sanar. "Estamos devendo mais de R$ 107 mil a Coelce e para não ver o serviço suspenso estamos pagando uma conta em aberto e outra referente ao consumo atual".
Sobre como o município contraiu essas despesas, Magalhães alega que são contas antigas de gestores passados que, inclusive, chegaram a negociar o parcelamento e que não o fizeram. "Tivemos dificuldade de negociar com a Cagece, que não acreditava mais no município".
As 28 escolas e uma creche também tiveram a água cortada, mas, nesses local já voltou a normalidade, quem garante é o secretário de Educação e Cultura Samuel Brito. "Tivemos que buscar recursos na Justiça para que os alunos não fossem prejudicados", disse Brito.
A informação é confirmada pela diretora e coordenadora da Creche Karolayne Conceição da Silva, Fabiana da Silva. "Quando assumi a creche em fevereiro não tinha água, mas em poucos dias a situação voltou ao normal", disse Fabiana. A creche mantida pelo município tem 110 crianças com idade entre zero e 5 anos matriculados.
Para garantir o fornecimento de água nas escolas o juiz da Comarca de Chaval, Fernando de Sousa Vicente, concedeu liminar favorável ao município. "Hoje estamos pagando além do consumo atual as parcelas no valor de R$ 16 mil cada", explicou Magalhães.
DN(Foto: Wilson Gomes)
Nenhum comentário:
Postar um comentário