148 escolas receberam, ontem, o Prêmio Escola Nota 10, que deu R$ 2,5 mil por aluno matriculado no segundo anoSomente 91 municípios do Ceará têm proficiência de alfabetização suficiente ou adequada entre os alunos do segundo ano do Ensino Fundamental, conforme avaliação realizada no ano passado pelo governo do Estado. Segundo a pesquisa Sistema Permanente da Avaliação da Educação Básica (Spaece), 36,2% dos alunos dessa série estão abaixo do nível mínimo esperado, sendo 20% totalmente não alfabetizados.
Mesmo assim, segundo o governo do Estado, já há muito o que comemorar na área da educação. Isso porque a média de proficiência do Ceará em 2007 era de 119 pontos e subiu para 128, um salto geral do nível intermediário para suficiente, seguindo os parâmetros previstos pelo Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica.
Dos 184 municípios cearenses, 23 destacam-se por apresentarem média de proficiência no nível desejável: Mucambo, Cruz, Reriutaba, Tarrafas, Mauriti, Graça, Itaiçaba, Jijoca de Jericoacoara, Independência, São Gonçalo do Amarante, Deputado Irapuan Pinheiro, Pires Ferreira, Sobral, Groairas, Milhã, Ubajara, Abaiara, Croatá, Uruoca, Carius, Nova Olinda, Tianguá e Ibiapina.
Em evento realizado, ontem, no Centro de Convenções, o governador Cid Gomes entregou como parte do “Prêmio Escola Nota 10”, troféus e dinheiro, a 148 escolas públicas que ficaram com média superior a 8,5 no Indicador de Desempenho Escolar, cálculo feito a partir da proficiência, transformado para uma escala de zero a dez, na qual 5,0 representa o padrão intermediário e 7,5 o desejável. Ao todo, foram avaliados 122 mil alunos, de nove mil turmas, em seis mil escolas públicas.
Inicialmente, 150 escolas deveriam receber o prêmio, mas o número de qualificações não atingiu a previsão. Cada escola ganhou R$ 2,5 mil por aluno para realizar investimentos. Ontem, 75% do valor já foram entregues. Os municípios receberão o restante ao desenvolver, durante um ano, ações de cooperação técnico-pedagógica com uma das 150 escolas que tenham obtido os menores resultados de alfabetização.
A idealização da avaliação surgiu em 2007, após a criação do Programa Alfabetização na Idade Certa (Paic), cuja meta é alfabetizar todas as crianças da rede pública até sete anos de idade. Por meio do programa, o Estado apoia tecnicamente as administrações municipais, capacitando professores e técnicos, fornecendo material didático, sensibilizando as famílias e a comunidade, além de acompanhar e monitorar os resultados das ações.
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